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Início da duplicação da RSC-453 reforça importância do planejamento e mobilização regional

Anúncio do Governo do Estado marca o começo (mesmo que atrasado) de uma das principais obras de infraestrutura da Serra Gaúcha, pauta acompanhada pelo Bento+20.

Trevo de acesso à ERS-444 e ao Barracão, entre Bento Gonçalves e Farroupilha. Nesse local será realizada uma das primeiras intervenções, com a construção de um viaduto.
Trevo de acesso à ERS-444 e ao Barracão, entre Bento Gonçalves e Farroupilha. Nesse local será realizada uma das primeiras intervenções, com a construção de um viaduto.

O anúncio oficial do início das obras de duplicação da RSC-453, entre Garibaldi e Farroupilha, representa um passo importante para a infraestrutura da Serra Gaúcha e para o futuro de Bento Gonçalves. A ordem de início foi apresentada nesta sexta-feira (03) pelo Governo do Estado, em conjunto com a concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), marcando a execução de uma das principais intervenções previstas no contrato de concessão da malha rodoviária regional. As obras estão previstas para iniciar já na próxima segunda-feira (06), com investimento estimado de R$ 380 milhões e previsão de finalização para março de 2028.

A RSC-453 é um dos principais corredores logísticos da Serra, responsável pela ligação direta entre Bento Gonçalves e Caxias do Sul, além do deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, turistas e pelo escoamento da produção industrial, moveleira, metalmecânica e vitivinícola da região. A duplicação deve ampliar a segurança viária, reduzir gargalos e aumentar a eficiência da mobilidade regional.

O investimento também representa o cumprimento de uma reivindicação histórica das lideranças regionais. Pelo contrato de concessão da CSG, a duplicação deveria ter iniciado em janeiro de 2025, com conclusão prevista para dezembro do mesmo ano. O cronograma acabou sendo postergado, mas o anúncio do início das obras sinaliza que o projeto finalmente começa a sair do papel.


Mobilização regional foi importante para o andamento

Muito antes da confirmação das obras, o Bento+20 já tratava a infraestrutura rodoviária como uma prioridade para o desenvolvimento da Serra Gaúcha.

Em junho de 2025, o movimento promoveu, na parceria com o MobiCaxias pela Mobilização pela Serra Gaúcha, o Fórum Polo Rodoviário da Serra Gaúcha. O encontro reuniu empresários, lideranças, especialistas, representantes do Governo do Estado e da concessionária para discutir os investimentos previstos no contrato de concessão, os cronogramas das obras e os impactos da infraestrutura na competitividade regional.

O fórum consolidou um ambiente de diálogo técnico entre sociedade civil organizada, setor produtivo e poder público, reforçando a necessidade de acompanhar permanentemente a execução das obras e garantir que investimentos estruturantes fossem efetivamente realizados.

Para o presidente do Bento+20, Renato Bernardi, o anúncio demonstra que a mobilização regional produz resultados: "A infraestrutura é uma das bases do desenvolvimento. Quando entidades, lideranças e poder público conseguem construir uma agenda comum, aumentam as chances de transformar demandas históricas em realidade. O início desta obra reforça que pensar o futuro exige planejamento, articulação e acompanhamento permanente."


Um investimento que beneficia toda a Serra

Para o Bento+20, a duplicação vai muito além da ampliação de uma rodovia. O investimento fortalece a logística regional, melhora a conexão entre os municípios, reduz custos para empresas, amplia a segurança dos usuários e cria melhores condições para o turismo e para novos investimentos.

Essa visão integra o próprio propósito do movimento, que atua na construção de estratégias de longo prazo para Bento Gonçalves por meio de suas câmaras técnicas e do Masterplan do Bento+20. Ao defender obras estruturantes, o conselho busca fortalecer a competitividade regional e preparar a cidade para os desafios das próximas décadas.

O início da duplicação da RSC-453 representa, portanto, mais do que o cumprimento de uma etapa do contrato de concessão. É a concretização de uma demanda construída ao longo dos últimos anos por entidades, movimentos e lideranças da Serra Gaúcha que compreenderam que o desenvolvimento regional depende de planejamento, integração e investimentos permanentes em infraestrutura.

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