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Arquitetura com DNA gaúcho leva o bioma Pampa à Bienal e conecta Bento Gonçalves ao cenário nacional

Projeto que representa o bioma Pampa na 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira tem assinatura da arquiteta bento-gonçalvense Verônica Falcade e reforça a presença da Serra Gaúcha em uma das principais vitrines do setor.


O Rio Grande do Sul estará representado na 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira com um projeto que traduz, em forma e conceito, a essência do bioma Pampa. A proposta leva para o evento uma leitura contemporânea da relação entre arquitetura, paisagem e identidade regional, conectando tradição e inovação em um mesmo espaço.

A iniciativa também carrega um forte componente cultural. “É também uma homenagem aos 50 anos da música ‘Querência Amada’, de Teixeirinha, um dos maiores artistas da cultura gaúcha. A canção traz o pertencimento como tema central e emociona gerações”, explica Lucas Matte, da Matte Arquitetura.

Mais do que uma exposição, a Bienal se consolida como um ambiente de reflexão sobre o futuro das cidades, o papel da arquitetura e os caminhos para um desenvolvimento mais sustentável e integrado ao território.

Entre os nomes responsáveis pela iniciativa está a arquiteta Verônica Falcade, de Bento Gonçalves, que assina o projeto junto ao seu escritório. A participação reforça o protagonismo técnico e criativo da região da Serra Gaúcha em debates de alcance nacional. “O nosso objetivo é mostrar para o Brasil a nossa forma de viver. Cada hora dedicada foi um gesto de cuidado que se converteu em um resultado do qual nos orgulhamos”, destaca Verônica Falcade, da Matte Arquitetura.

A proposta também foi desenvolvida com base em um olhar sensível sobre o território e suas expressões culturais. “Desenvolvemos o projeto acreditando na força do que ele carrega: a possibilidade de revelar o modo de morar e de viver, os costumes e a tradição gaúcha”, afirma Marina Ferrari, do Studio Carbono.

O projeto conta com o patrocínio da Movergs e do Sindmóveis, reforçando a conexão entre arquitetura, indústria e desenvolvimento econômico, uma característica marcante da Serra Gaúcha. Essa articulação demonstra, na prática, como diferentes setores podem atuar de forma integrada para projetar o território, valorizar a cultura local e ampliar a visibilidade da região em espaços estratégicos.

A iniciativa também recebe apoio institucional do Bento+20 e da AEARV, entidades que atuam diretamente na construção de uma visão de futuro para Bento Gonçalves e região, especialmente no que diz respeito ao planejamento urbano, inovação e qualificação dos espaços.

A participação na Bienal dialoga com essa agenda ao posicionar o território não apenas como polo produtivo, mas também como referência em pensamento estratégico, criatividade e desenvolvimento sustentável.

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